5 de jul de 2017

Esta doença é perigosa e muitas pessoas a contraem quando cometem estes erros nas piscinas!


Pele morta, cabelo, suor e até fluidos corporais são encontrados nas águas em que nadamos. “Adultos soltam uma média de 0.14 g de fezes a cada braçada na água, o que é o equivalente ao peso de uma ervilha”, disse Kelly Reynolds, professora e especialista em germes da Universidade do Arizona (EUA). No entanto, sujidade e fluidos corporais normalmente não causam perigo para os outros nadadores, já que os germes tendem a ser inofensivos.


É verdade que o cloro usado nas piscinas também cria bactérias, vírus e germes inofensivos. Mas, infelizmente, existem patogénicos extremamente agressivos que podem ser uma ameaça séria à saúde dos banhistas. Eles estão na água das piscinas e infectam outros frequentadores.

Por exemplo, pode ser arriscado ir nadar após ter uma diarreia. Depois de recuperado deveria evitar nadar por duas semanas. “Mesmo que já se sinta melhor e não apresente sintomas, ainda pode estar a largar milhões, até bilhões, de germes de diarreia na piscina.”, diz a Professora Reynolds. Também deve passar-se no chuveiro antes de nadar e ter cuidado para não engolir a água da piscina.


Mas um estudo preocupante dos Estados Unidos mostrou que a maioria das pessoas não segue essas regras. Um em cada quatro adultos vão a piscinas públicas mesmo após ter diarreia severa. Metade dos entrevistados também admitiram que raramente, ou nunca, se passam no chuveiro antes de nadar, e três em cinco adultos disseram que já engoliram água da piscina.

A situação atual nos Estados Unidos mostra o quanto perigoso é não seguir estas regras. Por exemplo: falta de higiene pode causar uma doença chamada criptosporidiose. Os parasitas são transmitidos de pessoa para pessoa através da água da piscina. Se engolir essa água e/ou tiver um sistema imunológico enfraquecido, está a colocar-se em risco. Pessoas infectadas sofrem de sintomas como febre, diarreia, perda de apetite, dor de estômago, perda de peso, e isso pode durar até duas semanas.

Graças a uma forte carapaça, os parasitas podem sobreviver por até 10 dias na água com cloro. Mas não é apenas a criptosporidiose que ameaça os banhistas: outros patogénicos que causam diarreia também podem ser transmitidos pela água. Isso inclui vírus da hepatite A, E. coli, e bactéria tifoide. Esses germes podem se espalhar oralmente através da água contaminada, superfícies ou alimentos.


Também é importante estar ciente dos vários outros riscos à saúde em piscinas. Por exemplo: o “pé de atleta” (micose) é um problema que pode ser evitado se usar chinelos ao sair da piscina e secar bem as áreas entre os dedos. A conjuntivite engatilhada pela água com cloro também é um problema. É por isso que sempre deve usar óculos de natação. A dermatite é uma outra doença que se pode contrair em piscinas. Depois de um período de encubação de até oito dias, essa doença pode causar inflamações na boca e na garganta, bolhas, infecções de ouvido e erupções cutâneas.

As mulheres devem estar atentas às micoses vaginais e infecções na bexiga. Para evitar esses problemas, lave ou troque o seu biquíni logo após sair da piscina. Evite deixar a roupa molhada no corpo por muito tempo.


Agora já sabe as regras para não ter nenhuma surpresa desagradável. Tomar uma chuveirada ou evitar nadar por algumas semanas após ter ficado doente ajuda a garantir a saúde de todas as pessoas que frequentam, em especial, piscinas públicas.