6 de jul de 2017

Veja o que a sua cera dos ouvidos diz sobre você



Um novo estudo sugere que a cera de ouvido não é igual entre as raças, com algumas pessoas a ter mais compostos químicos causadores de odor do que outros.

O número de compostos orgânicos voláteis, que são moléculas que muitas vezes produzem cheiro, é geralmente maior em brancos do que em asiáticos, descobriram pesquisadores do Centro Monell.

Uma parede de um prédio em mercado de Seattle (EUA), conhecida como Market Theater Gum Wall, que tem milhares de gomas de mascar coladas nela passará por limpeza, de acordo com reportagem do "Los Angeles Times". 
"A nossa pesquisa anterior mostrou que os odores nas axilas podem transmitir uma grande quantidade de informações sobre uma pessoa, incluindo a identidade pessoal, género, orientação e estado de saúde", disse o pesquisador George Preti, químico orgânico no Centro Monell. "Achamos que é possível que a cera possa conter informações semelhantes", acrescentou.


De fato, os pesquisadores observaram que resultados em estudos passados têm mostrado que as pessoas de ascendência da Ásia Oriental, assim como pessoas de ascendência indígena americana, possuem uma forma de gene que faz com que tenham um tipo seco de cera nos ouvidos e menos odor corporal nas axilas.

Para o estudo, publicado online no Journal of Chromatography B, os pesquisadores examinaram a cera de oito homens caucasianos saudáveis ​​e oito homens saudáveis ​​do Leste Asiático. Eles aqueceram a cera coletada em frascos durante 30 minutos para que os compostos orgânicos voláteis fossem lançados da cera, que é conhecida cientificamente como cerume.

Em seguida, os pesquisadores usaram um dispositivo para recolher os compostos dos frascos antes de usar espectrometria de cromatografia de massa de gás para analisar os compostos. Doze compostos orgânicos voláteis diferentes foram identificados em todo o cerume dos participantes do estudo.

Mas os níveis desses compostos diferiram entre os homens caucasianos e os homens do Leste Asiático: Os homens caucasianos tinham níveis mais elevados de 11 dos 12 compostos, em comparação com os homens do Leste Asiático.