29 de mar de 2016

3 mistérios naturais que a ciência (ainda) não conseguiu resolver



A Chaleira do Diabo, nos EUA, onde a água corre para… lado nenhum. As luzes de Hessdalen, na Noruega, que serão… qualquer coisa. E os Círculos de Fadas, na Namíbia, que não são obra das térmitas.

“Quem conta um conto, acrescenta um ponto”, diz o ditado popular. Mas não é este o caso: em lugares diferentes do planeta ocorrem, pelo menos, três fenômenos misteriosos que a ciência já tentou (mas não conseguiu) explicar. E não se tratam de mitos nem histórias… os locais existem mesmo e as ocorrências podem ser vistas por qualquer um.

1.”Chaleira do Diabo”, EUA

Comecemos pelo primeiro: localizada no parque natural Judge C. R. Magney State Park, no estado do Minnesota (Estados Unidos), a chamada “Chaleira do Diabo” é uma cascata com duas quedas de água entre o rio Brule e o lago Superior, e que tem intrigado alpinistas e geólogos desde há décadas. Se uma das quedas de água flui normalmente para o rio, a outra desce para um buraco profundo e desaparece… Aparentemente para sempre.

As explicações para o fenômeno são muitas: a água pode cair num outro rio subterrâneo – o que os cientistas afirmam ser pouco provável devido às formações rochosa dura do local -, pode desaguar no lago Superior por uma outra conduta, ou pode simplesmente evaporar-se para um lugar misterioso. Muitos tentaram, mas ainda nenhum cientista conseguiu descobrir onde é que este troço de água tão abundante vai desaguar. O mistério adensa-se sempre que tentam atirar objetos para dentro da cratera: nunca mais os conseguem recuperar.


2. As luzes de Hessdalen, Noruega

As luzes de Hessdalen, visíveis no vale com o mesmo nome na Noruega, têm impressionado os aficionados de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados). As luzes foram avistadas pela primeira vez pelos habitantes da região em 1981, sendo mais frequentes durante o inverno. O céu noturno inunda-se de luzes com uma tonalidade branca ou amarelada e parecem dançar, adotando várias formas.

Para estudar o fenômeno, instalou-se em 1998 uma estação de investigação. Contudo, nem artilhados de câmaras de infravermelhos, sismógrafos e de um contador Geiger (que deteta radiação), os cientistas conseguiram desvendar o mistério celeste. Não havia respostas nem conclusões.

Mais tarde, um grupo de investigadores liderados por Massimo Teodorani concluiu que o fenômeno era originado por plasma térmico, mas a hipótese foi desmentida por Matteo Leone que argumentou que as luzes eram apenas o reflexo dos faróis dos carros que passavam, ou das luzes de aterragem dos aviões.

Muitos outros cientistas tentaram fornecer explicações, mas ainda ainda não existe consenso sobre o que pode desencadear as luzes de Hessdalen.

3. “Círculos de Fadas”, Namíbia

Para entender este último fenômeno, há que viajar até à Namíbia… ou melhor, até ao deserto da Namíbia. Nas vastas planícies é possível encontrar os chamados “Círculos de Fadas” ou as “Pegadas dos Deuses”. Existem há milhares de anos e ainda ninguém conseguiu explicar a origem do seu aparecimento. O padrão é uniforme: os desenhos são sempre circulares e mantêm uma distância considerável uns dos outros.

Segundo algumas teorias, os anéis poderão ser criados pela ação de fungos ou de térmitas. Contudo, esta última teoria foi refutada num artigo científico da autoria de Walter R. Tschinkel que o considerou implausível. Ainda assim, a investigação descobriu que os círculos têm um ciclo de vida entre 24 e 75 anos, dependendo do tamanho do anel, e aparecem e desaparecem sem razão aparente.
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