22 de jul de 2015

A carta aberta a Donald Trump de uma jovem portuguesa que está a emocionar o mundo inteiro!



Querido Donald,

Não é assim que gostas de nos tratar? Só quero que saibas que não é assim que queremos ser tratadas. Cada uma de nós tem nome, sabes? Então, da próxima vez que te dirigires a nós, fá-lo com respeito!

Escrevo-te esta carta ainda neste doloroso dia 21 de Janeiro de 2017, um dia após te teres tornado presidente dos Estados Unidos da América. O motivo desta carta? Ainda não o revelo, mas quando chegar ao fim, vais entendê-lo na perfeição!

Hoje foi o dia das mulheres saírem à rua, mas não saíram sozinhas. Saíram com todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, não estão de acordo com as tuas ideias e ideais. Homens, mulheres, crianças, idosos, imigrantes, pessoas com diferentes orientações sexuais, não vou conseguir enumerar todas, e peço desculpa por isso, mas felizmente houve muita adesão. Muito mais do que tu poderias imaginar!

A marcha foi “criada” com o intuito de mostrar a todos, mas em especial a ti, que os direitos das mulheres são direitos humanos! Não, nós mulheres não somos nojentas por amamentar os nossos filhos. Não, nós mulheres não devemos ter medo de perder os nossos filhos simplesmente porque somos mães solteiras ou porque temos uma mulher como companheira.

Nós, mulheres, somos muito mais do que tu pensas!

NÃO! NÓS, MULHERES, NÃO VAMOS FICAR SUJEITAS A ESTE TIPO DE VIOLAÇÃO DOS NOSSOS DIREITOS.

Só porque nasci com uma vagina em vez de um pénis, sou um ser inferior? Pensa ao contrário, querido Trump. Se fosses tu a nascer mulher, gostavas de ser constantemente humilhado e mal tratado? Gostavas de saber, logo à partida, que vais ganhar menos que um homem, sendo mais qualificado do que ele? Gostavas de andar na rua, à noite, com receio do que te poderia acontecer? Gostavas? Penso que não.

Faz-nos o favor de mudar. O machismo era para ter ficado lá trás, no século anterior, e não estar presente em 2017, muito menos personificado no presidente dos Estados Unidos da América. A forma como falas de nós não é digna, nem para uma boneca de porcelana…Então porque falas assim para mais de 50% da população mundial?

Eu não sou um objeto sexual. Eu não passo a ser “válida” profissionalmente por causa da minha aparência física, ou descontrolada, quando estou com o período. Eu não sirvo para ficar em casa a tomar conta dos teus filhos. Se os filhos também são teus, porque é que não ajudas em casa?

Trump, acho que a mensagem desta carta é simples e fácil de entender!

“Mulheres: temos de tratá-las como se fossem m****” não é o melhor lema. Não te esqueças que a nossa luta não começou hoje e já demos provas de que somos Capazes!

Mais uma coisa Trump: “Não sejas Trump”

Ana Beatriz Basílio, 17 anos